As preocupações ambientais e sociais não ficaram à porta das fases finais dos Campeonatos Nacionais Universitários Guimarães 2019 e já entraram na rotina das centenas de estudantes-atletas que por estes dias competem pelos títulos de campeões nacionais universitários. O responsável pela área da sustentabilidade dos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) e pela elaboração do Plano de Sustentabilidade que serve como guião de boas práticas, Diogo Arezes, falou um pouco de como têm corrido as iniciativas.

 

Com uma semana de competição, como está a correr a execução do Plano de Sustentabilidade? 

Diogo Arezes (DA) - O feedback recebido da parte dos atletas, e também de todos os que estão envolvidos na competição, tem sido muito positivo. A verdade é que se nota, cada vez mais, uma maior sensibilização para ações e programas ligados à proteção do meio ambiente e promoção da sustentabilidade.

Qual das ações inseridas no plano está a ter maior adesão?

DA - As medidas que têm apresentado maior impacto são, sem dúvida, a eliminação das garrafas de água descartáveis por recipientes reutilizáveis e a promoção da reciclagem, tendo-se verificado um aumento substancial dos resíduos encaminhados para tratamento e valorização.

Em termos de números, o que é que está envolvido para levar a cabo as várias iniciativas?

DA - Disponibilizamos mais de 30 pontos de água, divididos pelas 13 instalações de competição, nos quais os atletas podem reabastecer as suas garrafas. Simultaneamente, equipamos os pavilhões com 46 ecopontos – num total de 184 contentores, divididos entre vidro, plástico, cartão e lixo comum – e disponibilizamos garrafas reutilizáveis a todos os atletas – cerca de 3 mil. Apostamos na comunicação e promovemos uma tertúlia subordinada ao tema “O Poder do Desporto na Promoção da Sustentabilidade”. A alimentação também mereceu a nossa atenção, atribuindo-se prioridade a alimentos com baixas emissões carbónicas.

No dia 10 de maio haverá sensação de dever cumprido no campo da responsabilidade ambiental e social?

DA - Estamos apenas a meio das fases finais dos Campeonatos Nacionais Universitários, pelo que é prematuro extrair, desde já, conclusões. De qualquer modo, avaliando a forma extremamente positiva como estas medidas têm sido acolhidas pelas equipas e atletas e estando conscientes do forte impacto ambiental e social que medidas deste género apresentam no meio envolvente, é nossa convicção que planos desta natureza serão uma realidade em organizações futuras. No entanto, o legado desta organização não ficará pelo dia 10 de maio. No final queremos contabilizar a totalidade das emissões carbónicas e plantar o número de árvores correspondentes para tornar estes campeonatos num dos primeiros eventos desportivos com pegada ecológica virtualmente neutra.

Que papel teve e tem o município de Guimarães nestas iniciativas?

DA - A aposta na sustentabilidade tem sido um dos eixos orientadores da política desenvolvida pelo Município de Guimarães. Neste contexto, tem manifestado sempre disponibilidade e prontidão para ajudar, constituindo-se como um forte aliado na operacionalização deste plano e na persecução dos objetivos propostos.